quinta-feira, 20 de março de 2008

Val Thorens - Alpes franceses


VAL THORENS


Snow trip de 01 à 14 de março de 2008



(foto do alto do Cime Caron, um brinde a generosidade da vista que nos foi ofertada pela mãe-natureza, com uma névoa de meia altura cobrindo todo o vale de Oreille, fazendo da montanha um oceano)


Caros leitores (trocando em miúdos, Johnny, o dono do site, que tem que dar o exemplo, Leozinho MM, parceiro de blog e câmera man na trip do Colorado, minha mulher, Claudinha, nem que seja na marra, e, espero, o Ivo, o meu parceiro de viagem, para quem lavei e cozinhei por duas semanas, sem usufruir, no entanto, e que fique bem claro, de favores sexuais):

Peço desculpas, mas nessa trip não deu para escrever o diário de bordo no blog. A hora de internte custava 8 euros!!! Assim não dá! O escorpião que levei no bolso estava nervoso! A esse preço, só se o Johnny tivesse mandado um patrocínio gordo.... ou emprestado o lap top, sem garantias de retorno, rsrsrs.

A minha idéia é deixar o meu registro da viagem com informações úteis para ajudar quem queira se aventurar por aquelas bandas. Mas como o meu bom amigo Leo ressaltou, meu relato estava carente das aventuras. Acrescentei, então, mais informações do dia-a-dia.

A viagem

(Ivo (esq) e Pípou (dir) chegando na montanha!)

Foi difícil arrebanhar gente para essa viagem. Só em falar que era para os Alpes franceses, a galera assustava. Euro??? Tô fora! Uma pena, porque esquiar é sempre melhor em grupo e o preço que conseguimos foi super em conta (por volta de U$ 1900 para uma semana). Em comparação, temos visto preço de uma trip no Ushuaia, em setembro, por U$ 1500. O que é melhor???

Para se ter idéia dos custos da viagem, a hospedagem custava menos de 200 € a semana, ficando em estúdio com cozinha, o ski pass (área de Val Tho), lá chamado de forfait, sai por um pouco menos de 200 €, por 7 dias. Juntos, habitação e pass para uma semana, U$ 600. O transfer de Paris para Val Tho (trem + Ônibus) saiu perto de 170 €, U$ 300. Tudo visto na internete, pesquisando as menores tarifas. A TAP tinha passagem a U$ 890 (plus tax).

(Mont Blanc ao fundo, visto do alto do Cime Caron, com uma boa teleobjetiva)

Só consegui a adesão de um amigo de longa data, o Ivo, que também atende a alcunha de Ogro (não me perguntem o porquê!), um cara gente boa, aparentemente calmo, meio fora de forma, como bem se pode notar ao lado, de jaqueta laranja, modelito tio suquita, , que, surpreendentemente, não emitiu a quantidade de gases a que está habituado, graças a Deus!!! Esta era sua segunda temporada de snowboard. A temporada anterior havia sido em Valle Nevado, em 2003... Sofreu a criança, quero dizer, o jovem senhor!!! rsrsrsrs. Ressalte-se que, embora sacaneando o colega, não sou exatamente um atleta, tampouco um expert no snowboard, agora na minha sexta temporada.

Ficamos, no entanto, duas semanas para compensar o desgaste da viagem, já que isso representaria um acréscimo de menos de U$ 600, fora as despesas de supermercado. Os preços médios de jantar ficavam entre 15 e 20 €, mas, como optamos por cozinhar no apartamento, fizemos uma boa economia.

(foto da estação de trem Moutiers Salins)

A ida foi por Paris, porque eu queria queimar minhas milhas VARIG, mesmo sabendo que seria um péssimo negócio, já que, com 70.000 milhas, dá para emitir 3 passagens para Santiago e ainda sobram 10.000. Fiz isso porque eu estava com medo da VARIG dar de novo para traz e me deixar na mão, sem milhas e sem passagem. Espero que a VARIG cresça e eu me arrependa. Grata satisfação não termos tido qualquer problema com o vôo: 100% de pontualidade na ida e na volta. Em tempos de caos aéreo, nem eu acreditei.

O bom de ir por Paris é que, tendo disposição para encarar o trem da noite para os Alpes, economiza-se um pernoite. Além disso, dá para fazer um stop e conhecer a cidade luz, o que não fizemos, já que somos sujeitos espadas, pit bull, down hill.... e a fissura falou bem mais alto. 100% de foco na neve. Falando assim pode até parecer um absurdo.... e realmente é!

Pode-se ir, também, por Genebra (Genevè) ou por Lyon, que ficam bem mais perto dos Alpes, e de onde há ligação por ônibus para as diversas estações de esqui, e são muitas! Convém, porém, checar se os horários (facilmente encontrados na internete) de chegada e saída dos vôos são compatíveis com os dos transfers, para não se ter que fazer um pernoite extra na chegada ou na saída. De Lyon o transfer é bem mais barato.

(foto: subindo o funitel Peclet)

Nosso vôo chegou ao Aeroporto Charles de Gaulle por volta de 16:00 h do dia 01/03/2008, sábado. De lá, pegamos o trem para Paris (8 € a ida) e fomos direto para a Gare de Austerliz, onde pegamos o trem noturno das 23:30 (50 €) para MOUTIERS SALINS (cuidado, é o mesmo trem que vai para Bourg San Maurice, o ponto final da linha e destino de quem vai para Val d´Iser. Há um outro lugar que também se chama Moutiers e pode dar confusão), que partem entre 22:00 e 23:30 h e chegam de manhã cedinho. Compramos o bilhete pela internete com antecedência no site da SNCF. Não se esqueça de validar o bilhete em uma das máquinas amarelas antes de embarcar. Pode te livrar de uma multa. De Moutiers Salins, pegamos o buzum para Val Tho (16 € a ida). Pois é, foram duas noites dormindo sentado!!! Puro perrenhe, mas com um dramin fica mais fácil.

Quem quiser ficar apenas uma semana, é melhor se planejar chegada em Val Tho no sábado de manhã, e a saída, no sábado a tarde, já que (apenas no sábado!), no Centro Esportivo (toda estação tem um, com piscinas quentes, saunas, squash, musculação, yoga, massagens, etc), há lugar para guardar as bagagens durante o dia, enquanto se aguarda o horário do check in/out. Assim, pode-se esquiar um ou dois dia a mais. No sábado de retorno, convém tomar um banho, no final do dia, no Centro Esportivo.... o que deve custar uns 10 €.

Mas depois de duas noites mal dormidas e ainda sob o efeito do jet lag (fuso horário) e da altitude (2300m), o primeiro dia é pesado!!! Só na raça.
Mas isso não é problema. Disposição não falta. Ano passado, no primeiro dia em Breckenridge, fomos encarar o ski noturno de Keystone, com temperaturas de até - 27º C!!!

Hospedagem:

(Foto da praça central -Gare Routiere)

A hospedagem nos Alpes franceses é sempre de sábado a sábado (ski week), seja no Club Med (U$ 1600 com tudo incluso, inclusive birita e monitor de esqui/snowboard), seja no estúdio mais favela. Não dá para querer ficar 10 dias.

Nós ficamos em um estúdio, com mini-cozinha, que custava cerca de 180 € a cabeça, cada semana, nada incluído, nem roupa de cama (bed linen), que se aluga por 8 €. Quanto maior a antecedência na reserva, melhores são as opções de hospedagem e os preços. Fizemos as reservas diretamente no site oficial de Val Thorens, que tem informações do tamanho dos apartamentos e de tudo que eles oferecem. Atenção com o tipo de cama! Há diversos outros sites que também oferecem reserva de estadia, mas eu prefiro pagar um pouco mais por mais segurança.

(foto do filé ao molho madeira, com champignons... até que ficou bom!)

Para quem quiser ou precisar cozinhar, há vários supermercados que funcionam de 8 às 20:00. Não sair para jantar é a grande pedida, assim dá para enxugar bem o orçamento. Lá tudo é mais caro, pelo menos o dobro do preço, mas o que assusta mesmo é o preço da carne. O quilo do contra filé saiu a 25 €, o da carne moída ou do frango, 13 €. Até ovo é caro, 3 € a dúzia. Também não ficam para traz o queijo e presunto, 12 €. As frutas também não deixam por menos. Quase todas custam entre 3 e 4 € o quilo. Não deixe de provar o queijo de cabra (chevre). De barato só o vinho, que preferimos consumir do nacional (piadinha velha!!!).

(vista da vila, tirada da pista Chatelet, em dia de mal tempo)

Em qualquer lugar da vila você ficará bem parado. Tudo é perto das pistas. Se vc quiser ficar mais perto do comércio, fique perto da igrejinha (Eglise). Na verdade, não tem nada muito longe, exceto uns poucos chalés no alto das encostas. Mas na dúvida, confira no mapa antes de fechar a reserva.

Vai um grande bizout para a galera apertada que quer economizar o máximo. Num estúdio para 3 pax dá tranqüilamente para ficarem 4 ou 5 pessoas, dependendo do tamanho. Compare a metragem dos apartamentos disponíveis no site de Val Thorens. É só levar um saco de dormir e roupa de cama. Não tem fiscalização sobre a quantidade de pessoas. Só não vai ter chave extra.

Montanha

Val Thorens é lugarejo composto de uma vila cheia de prédios de 6 andares, servida por um sistema de liftings e pistas operados pela SETAM. Estamos falando de um dos vales de uma cadeia chamada de 3 (trois) Valleés. Junto com outros dois resorts, Meribel e Courchevel, todos interligados por liftings e pistas, formam o maior domínio esquiável do mundo (pelo menos é o que está escrito no site deles). Há também um quarto resort, o Les Menuires, abaixo de Val Tho, que também possui acesso por lifting.

O ski pass (forfait) de 6 dias para Val Tho custa 169 € e dá direito a esquiar em Oreille, um paraíso de fora-de-pistas. O bilhete para toda custa 50 € mais caro. Para uma estadia de uma semana, esquiar em Val Tho e Oreille está de bom tamanho. Mas quem quiser esquiar nos 3 resorts (ninguém vai para Los Menuires), cuidado com os horários de retorno e com a névoa, já que lá, ao contrário dos EUA, na França não se preza pela integração dos centros de esqui, ao contrário, fazem tudo para você ficar num lugar só. Não conseguir voltar pode custar uma pequena fortuna num táxi. Ouvi alguém dizer, não me lembro bem a onde, que a melhor opção de estadia para quem quer esquiar nos 3 Vallées é Meribel, que fica no meio, entre Courchevel e Val Tho, facilitando o retorno.


(minha homenagem ao time bi-campeão da Taça Guanabara!!!)

Os três primeiros dias foram de sol e pistas em ótimo estado, ideal para se conhecer a montanha no início da temporada. Normalmente sempre tem um maluco que anda mais e que vai na frente, ora o Marcelo, ora o Neco, o Johnny, e a gente vai atrás, seja lá o que Deus quiser. Como o Ivo estava mais devagar, acabei andando boa parte do tempo sozinho, mais devagar e mais cautelosamente, portanto. A evolução também é menor... no risk, no gain! Mas tem que se ter cuidado com uma névoa sinistra que as vezes sobe no final da tarde e deixa a visibilidade praticamente zero!

Tive a sorte de pegar três dias sensacionais de powder no final da primeira semana, de quarta a sexta-feira, quando nevou moderadamente e tinha boa visibilidade. Não era aquele de ficar encalhado até a cintura. Era neve até o joelho, o que para mim é muito melhor. Foi muito bom! Pena que eu ainda não conhecia bem os picos... poderia ter aproveitado muito mais. Ainda sim, mesmo sozinho, o que não é fácil, tampouco aconselhável, ainda que eu desse aquela amarelada básica, venci várias pirambeiras sinistras (do meu ponto de vista, é claro). Fui em todos, embora no começo estivesse meio amarillo!!! Fora-de-pista sozinho não é fácil. No começo só me arriscava naqueles em que eu conseguia ver a pista no final. Cuidado, não deixem de fazer o seguro de resgate que pode custar até 5.000 €. O mais difícil era encarar as trilhas em meio a pedras e desfiladeiros, sem que desse para ver o que tinha pela frente, confiando apenas nos rastros de outras pranchas e no que se via do alto dos liftings. Mas vez ou outra eu acabava seguindo algum maluco, ou grupo, se embrenhando em algum atalho. Era batata, mesmo sem conhecer ninguém, ia junto!

(auto-foto do fora de pista de Oreille)

Os fora-de-pistas (hors piste) de Val Tho são uma atração à parte. Em qualquer saída de lifting tem um fora-de-pista maneiríssimo. Nem precisa fazer caminhada. É impressionante como o relevo e a geologia são favoráveis. Sem árvores, a montanha inteira é um grande fora-de-pista para o snowboarders e esquiadores mais aventureiros. No final do Funitel Peclet tem outro lifting que leva lá pro cume do Glacier Peclet. É de outro mundo. Ainda do final do Peclet há opções excelentes tanto nas bordas da Lac Blanc quanto da Beranger. No final do lifting da Cascade também, e do alto da Moraine, do alto da Portete. Eu gostava muito do fora-de-pista por baixo da Moutiere. Tudo é bom, mas não deixem de dar uma atenção especial ao vale de Oreille.... o pico mais vazio, neve mais powder, altos fora-de-pista, muito legal.


O azar é que, na segunda semana, entre segunda e quarta-feira, o tempo ficou muito ruim: neve, vento forte e neblina... pouquíssima visibilidade. Mesmo com googles amarelos estava difícil se enxergar. Dava até desorientação espacial, tontura. Você já caiu fazendo uma curva simples, numa pista azul, devagar, aparentemente sem motivo? É muito estranho. Não deu para andar muito. Ainda assim, aproveitava para treinar uma base invertida, alguns pulinhos com switch, etc.

Em compensação, na quinta-feira, nosso último dia de esqui, abriu o maior sol e a montanha estava um powderzão. Andei o dia todo sem parar, só comendo chocolate! Na verdade, passei a maior parte do dia em Oreille. Eu até pensava: pô, é o último dia, vamos rodar a montanha... mas tava tão bom que não conseguia abandonar aqueles fora-de-pistas vazios e tenros.

Eu acabei esquiando os 12 dias em Val Thorens. O meu plano foi o seguinte. Vou compra o forfait para 6 dias em Val Tho, e os últimos 6, para os 3 Vallées, para conhecer Meribel e Courchevel. Mas o Ivo não desenvolveu o suficiente para me acompanhar. Achei melhor, então, ficar somente em Val Tho. Não é tão simples assim mudar de vale. Se o tempo fechar, você pode morrer em 400 euros num taxi.

Também não andei muito no snowpark. As filas do puxa-saco são grandes, um de cada vez, aquele empurra-empurra, desanima!!! O bizout é ir logo de manhã, dar duas passadas e partir. Há um mapa do snowpark, mas não é fácil consegui-lo. São três descidas paralelas, a da direita, que é verde, a do meio, azul e a da esquedar, a preta, com os grandes jumps. Se você não der mole, pode acabar na maca... Na descida da direita há um boardcross seguido de dois jumps pequenos no final, que me pareceu muito bem feito, apesar de fácil. Foi minha primeira vez nesse tobogã. É muito legar fazer aquelas curvas inclinadas sem ter que fazer força nenhuma.

(eu, de roupa nova, com o snowpark no fundo)

Lá em Las Leñas tem um projeto de boardcross que deveria ser interditado, um lixo. Ano passado tinha achado o máximo. É como se diz: a ignorância é a mãe da felicidade!!!. Fiz umas 3 vezes a essa seqüência. Na descida no meio, há primeiro uns rails, só fiz o primeiro, que é aquele básico, com uns 30 cm de largura, e na horizontal, mas sempre passando reto, com dois jumps médios, no final, que realizei com uma boa média de acerto. Os tombos não foram sérios. A seqüência da esquerda era a dos jumps maiores, com um colchão de ar no final. Estava sempre vazia. Não vi ninguém pulando do colchão. Nem sei como funciona. O povo lá não tem o hábito de pular. Vi pouca gente pulando melhor do que eu... e olha que eu não pulo nada!!! O legal conhecer as pistas é que você acaba descolando uns pontos de jump. No final da Tete Ronde sempre dava dois jumps em seqüência em frente ao restaurante... tirava muita onda!

Até que nesse ano cheguei em casa bem, minha mulher nem acreditou: Sem febre e andando sem mancar! Prevenido, achei melhor usar joelheiras, daquelas com suportes de ferro, já que antes um pouco da viagem mi rodillas estavam rangendo além do normal. Na montanha só danifiquei os ombros, ambos, por causa dos tombos nos fora-de-pista... sempre de frente, na inversão. Sabe como é, para aprender tem que cair. Ainda não consigo desenvolver nas encostas um pouco mais inclinadas. Um dia aprendo. Mas tomei uma caixa de Arcoxia 120, emendando numa outra de nimesulida.... Que Ronaldo Lomelino, parceiro de esqui e meu ortopedista nas horas vagas, não me ouça!!!

(foto da escada rolante do funitel Peclet)

Os liftings de Val Tho são outra atração. Nunca imaginei que pudesse haver algo semelhante. Estação de embarque com escada rolante. E são várias. Diversas telecabine (funitel) que levam de 8 a 25 pessoas. Tem até um bondinho, tipo do Pão de Açúcar, que leva uns 50, em pé. Liftins de 6, com embarque duplo. Todos de alta velocidade. E ainda assim, há sempre filas grandes, por vezes enormes, mas não se perde mais que 10 minutos em pé, mesmo sendo a organização das filas precária. Parece o empurra-empurra de Bariloche ou de Chapelco. É um saco. Quase sentei a mão na cara de um desses franceses que estão sempre furando a fila na maior cara-de-pau. Parece carioca andando no acostamento. Só quem respeita as filas são os alemães.

Conclusão

(foto do bondinho Cime Caron)

Com tanto lifting, e de tão modernos, grandes e velozes, Val Tho fica lotada!!! Tem pistas que parecem formigueiros. Nem fora de pista cascudo se salva. Mesmo com neve recente, em poucas horas está tudo riscado. Chega a atrapalhar, especialmente quando se o sujeito está treinando em uma pista superior ao seu grau de habilidade, mas não vi ninguém se chocar. Nem dá para acreditar.

É impressionante o alto nível de habilidade do esquiador médio que freqüenta os Alpes. Todo mundo que vai para lá anda bem, especialmente os esquiadores. Parece que esquiar é disciplina escolar. O ruim, especialmente para o snowboard, é que, se o dia estiver bom, 4 horas da tarde a montanha está toda esburacada. É muito esqui cavando as pistas. Nesse caso, é bom fugir para Oreille!!! Para treinar speed em pista demarcada, melhor de manhã, quando o grooming da noite ainda não venceu.

(Eu e o Ivo, com seu google gigante, brindando na montanha... 3,50 euros)

Fiquei me perguntando qual é o melhor lugar para se esquiar, USA ou Europa?? Seria muita pretensão querer responder a essa pergunta, já que essa foi minha primeira temporada na Europa. Ano passado fiz minha única temporada norte-americana no Colorado. Talvez seja melhor perguntar quem é melhor, Breckenridge, Keystone e Vail, ou Val Thorens??? No Colorado, as estações possuem boa parte das pistas talhadas em bosques. Com certeza, não há a mesma quantidade nem a mesma qualidade dos fora-de-pistas de Val Tho, onde não há árvores, só pedras e neve. Em compensação, no Colorado, a qualidade da manutenção das pistas é muito superior a da França.



Talvez tenha a ver com a própria tradição de esqui do velho continente, que me parece ainda não ter assimilado completamente o snowboard. No esqui, a ondulação é até desejada, não? Então para que todo esse grooming?? Outra prova da minha tese é a sinalização. Nos 3 Vallées não há demarcação de doubles black diamond. Ao contrário, há avisos de que não se deve esquiar fora das pistas. O resgate pode sair por uma pequena fortuna.


De uma coisa eu tenho certeza absoluta. Quanto ao quesito snowpark, os USA dão de 10000!!! Comparando-se, porém, com os argentinos, o de Val Tho é coisa de cinema.

Ajudei??? Não??? Desculpe-me. Eu mesmo teria dificuldade em optar por um ou outro se me fosse dada a chance de fazer uma nova trip.

Antes que me esqueça, sequer cogite de aprender a esquiar em Val Tho. Não há pistas verdes funcionais. A única verde é a base da estação que recebe o fluxo geral. Mesmo as azuis costumam ser batizadas com trechos de vermelha. Quer aprender, o que digo sempre é: vá para Chapelco, é melhor e mais barato!

Pípou

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

6° dia: Saideira em Grande Estilo!

A viagem já estava maneiríssima até ontem: zero de fila nos lifts, pistas vazias, powder todo dia, snowpark, hiking no Highland Bowl. Cada dia fizemos uma coisa diferente, as coisas se completavam. Mas por essa acho que ninguém esperava, hoje acabou sendo o melhor dia de todos!

Acordamos antes das 7 e a neve estava caindo forte. Devoramos o café da manhã e partimos pra pista na maior pressa, cheios de vontade para as First Tracks. Chegando lá a decepção: estava nevando tanto que os lifts iam demorar pra abrir. O Henrique (amigo do Mauro) estava com a gente, e lá pelas 8:45 veio a boa notícia: o Elk Camp ia abrir pela primeira vez na temporada. Corremos pra lá e pegamos o terceiro carro da Elk Camp Gondola. O terceiro carro! Imagina o que é ser um dos primeiros a riscar a neve de uma parte da montanha que está fechada recebendo neve sem parar há 2 semanas, onde ninguém está andando.

Na subida o Henrique foi apontando os lugares que a gente ia descer. O cara realmente conhece tudo de Snowmass, posso dizer que ele foi o grande responsável pelo tanto que a gente curtiu esse dia. Pista, fora de pista, carving, powder até a cintura. Vejam o vídeo e tirem suas próprias conclusões:



É isso aí gente, essa primeira snowtrip de 2007/2008 em Aspen/Snowmass chegou ao fim. Se alguém duvidava que tem neve em Dezembro, agora posso afirmar: tem neve pra C*%#*^ !!!

Valeu a companhia de todos que estiveram no grupo e também dos que acompanharam pelo blog. Vamos planejar as próximas trips, pois a temporada está só começando. Quem tiver alguma idéia é só escrever no fórum que não vai faltar gente pra formar a trip.

Até mais!
Johnny.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

2° dia: Epic Conditions

Daily report de hoje, no site da estação:
5-10" of snow is expected in the next 16 hours!
Conditions continue to be epic and base depths are more than double of our average.

Leo.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Aspen/Snowmass em Dezembro

Alô, pessoal.

A galera do SnowAdventures estará em Aspen/Snowmass a partir do dia 8 de dezembro conferindo o início da temporada de neve 2007/2008 nos Estados Unidos.

Demorou um pouco mas a neve começou a cair forte, foram 86 cm (34 inches) na última semana. Vejam o vídeo dessa segunda-feira:



Seremos eu, Leo, Fabiano, Mauro, Albano, Marcos e Georgeana, um time e tanto. Acompanhem aqui os relatos diários da viagem, vai ser muito maneiro!

Abs,
Johnny.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Esquinaveia 2007 em Las Leñas


ESQUINAVEIA


LAS LEÑAS 2007

01 a 10/09/2007

Embora a neve não tenha ajudado, e apesar da névoa no Aeroparque, da greve da Aerolíneas no dia do retorno, e de algumas reclamações sobre a organização, a viagem do ESQUINAVEIA para Las Leñas em setembro foi 10, muito legal mesmo!

Dessa vez o grupo não viajou todo junto. Ratão, Dunaev (vulgo Dananeve), Neco e o Alessandro, nosso fotógrafo cozinheiro, foram na última de agosto e emendaram na primeira de setembro. Ao invés da nossa tradicional temporada extendida, o que rolou dessa vez foi a antecipada! Mas é só para quem pode, esse povo que não trabalha e tá com alguma plata sobrando! O Babalu e seus comparsas foram nesse trem de agosto, mas só ficaram uma semana. As patroas não liberaram a viagem com a galera.... rsrsrs.

Eu (Pípou), Bruno, Flávio Casila, Dedê e Marquinho decolamos do Rio (uns meio no perrenhe, com milhagem da VARIG, eu e o Bruno pela Aerolíneas) na quinta, dormimos num albergão, onde já estavam o André e Soraya, em lua de mel (é melhor garantir enquanto não se está cansado... rsrsrs). Na sexta, demos um rolé em BAires pela manhã, enchemos o bucho no Siga la Vaca, e pegamos um Buzum para Las Leñas no fim da tarde. A viagem foi tranquilex e olha que só conseguimos pegar as cadeiras de 165º. Se comprássemos as passagens com mais antecedência, poderíamos ter viajado no coche cama, 180º (muito bom, voltamos nele). Tinha até jantar a bordo, com rodomoço e tudo, além do inesquecível Bingo Andesmar!!! Chegamos no sábado pela manhã, descançados, e prontos para iniciar os trabalhos.

O resto do grupo, uns 30, sei lá, incluindo a galera de Sampa, decolaram sábado de manhã. A conexão para Mendoza, porém, não saiu, por causa da neblina, e o grupo só chegou na montanha no Domingo à noite, depois de 6 horas numa van (transfer de Mendoza-Las Leñas). SUPER PERRENHE!!! Conclusão: quem foi de ônibus esquiou dois dias a mais..... rsrsrsrs!


Os que foram na temporada antecipada (21/08) aproveitaram a montanha com uma condição de neve muito melhor, porque pegaram a nevasca da terceira semana de agosto.... a última, ao que parece. Depois, não nevou nem um centímetro. O vento atrapalhou um pouquinho, especialmente no dia que fez parar a Vulcano, deixando o resto da estação com muitas filas. As demais interrupções foram momentâneas, salvo a que deixou o Bruno preso no lifting da Vulcano das 16 às 17, congelando. Será que estava ruim para ele??? rsrsrs.

A macharia do snowboard compareceu em massa na viagem, salvo pelo nosso amigo Johnny, que ficou no Rio acompanhado sua mãe, com problemas de saúde. Mas fiz questão de mandar o seu, o meu, o nosso lema: "VAMU ANDÁÁÁ" . Tivemos ainda o reforço do Marquinho no time da elite (o garotão do Flávio), garantindo as gargalhadas, junto com Casila 1 e 2. Aliais, os caras fazendo a dança do boneco do posto era impagável!!!

Continuando com os créditos, a galera que era iniciante há um ou dois anos atrás, Chicão, Dê, Aluízio, Bruno... todos estão mundo mandando ver nos bowls, com a galera. O Alessandro, nosso fotógrafo legalize, voando nas pistas, nem parecia estar na sua segunda temporada, pelo menos era o que ele disse. Acho que era caô do cabra. Pena foi o Marrentino estar enrrolado com o trabalho e mal aparecer nas pistas.

As meninas do esqui de sempre também compareceram, embelezando a montanha, agora com adesão de algumas novas caras (Mônica, Natália, Alessandra, etc.). Também engrossaram nossas fileiras algumas esposas mais ciumentas (Cristianne, Leoni e Luciane) que resolveram dar uma incerta na montanha... rsrsrs.

A mulherada mais calejada também está evoluindo no esqui. Ninguém mais quebrou perna, ninguém mais atropela ninguém. Kirsten enfim resolveu tentar uma vermelha. Soraia nem quis mais saber de seu instrutor bonitão. Já a Marcinha não mudou nada: continua mais assídua na night do que na pista, mas mandando ver. Das meninas que fizeram o debut, só vi a Cris, que foi muito bem. Também pudera, com o Marcelo do lado, com um chicote na mão!!!

O Dunaev e Paulo, que embora não sejam exatamente meninas, pelo menos até que se prove o contrário, ainda mantém esse hábito estranho de deslisar pela neve segurando não em um, mas em dois pauzinhos!!! E agora arrumaram mais dois amiginhos, o Lima e o Ronaldo. Daqui a nada teremos uma subdivisão cor de rosa no Esquinaveia.

Sobre a estação: não recomendo Las Leñas para quem quer aprender a andar, nem de esqui, nem de snowboard. Só tem uma pista verde muito fácil, praticamente plana. A segunda em dificuldade já é uma azul. Para os iniciantes, recomendo Chapelco. Também não me parece muito interessante para os esquiadores experientes, porque há poucas pretas, salvo os que gostam de um fora-de-pista. Para os intermediários, há boas opções de pista.

O snowboard, no entanto, está bem servido. O terreno de Las Leñas parece ter sido forjado sob encomenda. Não há muito espaço, mas o pouco que há é sensacional. Ficaria ainda melhor se houvesse neve, o que não foi o nosso caso. Ainda assim, foi muito bom deslizar pelas 4 valas da Vulcano, e pela, ainda que um pouco mais modesta, da Netuno. Para mim foi uma vitória encarar a Plutão (especialmente na segunda, quando ela não estava ice... quase morri na quinta-feira). Foi ótimo pegar a Mercúrio na metade, por de trás da saída do lifting da Vulcano (feito que mereceu a pulserinha verde, distinção máxima concedida no pico). Seria bom se as condições de neve permitissem pegar a Mercurio lá de cima. O snowpark não é lá grandes coisas, mas é muito melhor do que o de Chapelco.

Elogios para a qualidade da neve: mesmo ficando duas semanas sem nevar, a neve estava numa condição bem razoável. Se fosse em Bariloche... teríamos meia dúzia no hospital. Já os serviços de Las Leñas!!! Péssimos. Liftings velhos e lentos, sinalização precária, grooming fraco. Nem as rampas do snowpark recebiam manutenção adequada... e eram somente duas. Além disso, tudo é caro: comida, aluguel de roupa e equipos, instrução. Não vá a Las Leñas se não tiver equipamento próprio. Internete??? Isso não existe. Não chamo aquele padrão de conexão de internete.

Mas é sempre muito bom ficar junto à estação e poder ir à pé para a montanha. Ganhamos uma hora a mais no dia para curtir e descançar, sem falar do estresse que é combinar hora para subir, para descer, grupo para o taxi. etc. Até para quem gosta de uma noitada, é bom estar pertinho. Dos aparts até a pista, a caminhada não durava mais do que 5 minutos. Há também hospedagem em hotéis (mais caros, bem mais caros!) que oferecem ski in out, mas é bom ter cuidado: no Aires, por exemplo, você precisa ser esquiador intermediário para usufruir desse benefício.

Em meu quarto, ficamos eu, Neco, Marrentino, Alessandro e Bruno. Como a comida é cara, praticamente todo dia comíamos em casa. Macarrão com alguma coisa, em regra, fora um dia em que o Alessandro, nosso chef, fez um risotão de entulho. Tinha também o sopão (knor) que eu fazia no après ski. As instalações de nosso apê era bom. Alguns ficaram menos bem instalados um pouco. O Chicão, por exemplo, teve que dormir num beliche com a patroa. Sorte a dele que arrumou uma boa desculpa para não ter que cumprir suas obrigações, depois de um dia cansativo esquiando. O convívio no quarto, o que nem sempre é fácil, foi 10, salvo pelo companheiro que insistia em peidar dormindo, pelo companheiro que só tomava banho sob pressão.


Tinha alguma night por lá, mas dela não tomei conhecimento, para variar. E não estou falando isso não é para agradar a patroa (que desta vez não pode ir). Como normalmente abro a pista às 10:00 e esquio o dia inteiro, tirando no máximo 15 minutos para um sanduba, fico muito cansado e não costumo sair, salvo para um jantar ou uma cervejinha no quarto da galera, para fazer um pré-night. Meus 40 anos já me pesam sobre os joelhos, que, diga-se de passagem, quase me faltaram no último dia. Fala aí, Ronaldo (Lomelino)! Segunda tô batendo no seu consultório.... rsrsrs. Mas, ao que me consta, o pico da noitada é o Ufo Point, diga-se de passagem, é suguramente mais interessantes para as moiçolas (não é verdade Marcinha???) do que para os meninos, pelo menos foi o que constou dos relatos que me chegaram... Homem não pega ninguém, parece viagem do Casseta. Depois de algumas poucas temporadas, uma coisa posso afirmar: esporte de inverno é coisa de macho, embora tenha também o pessoal do esqui.


No sábado, tirando uma meia dúzia de securas que quiseram esquiar até a última gota, a grande maioria da tropa preferiu sair pela manhã, para poder fazer uma desgustação de vinhos em San Rafael, na bodega do Sr. Alfredo Rocca, Alfredito para nosotros. Eu falei degustação? Não foi bem assim. Foi uma verdadeira cachaçada, sem precedentes, nem moderação. Cuspir o vinho degustado??? Tá maluco? Tinha gente derrubando duas ou três botellas. E o Alfredito??? O coroa é uma figuraça, encheu a cara também. Além de uma mesa modesta de frios (o gorgonzola acabou num flash), fomos brindados com o showzinho de uma dupla de tango nota 10, um violão e um acordeon que pareciam uma orquestra. Exagerei? Pode ter sido o álcool. Foi tudo muito legal, menos para o motorista. O resultado de nossa aventura etílica: o ônibus chegou em Mendoza com 5 cadeiras quebradas, depois de uma guerra de torcida entre a Raça e a Young Flu. Parecia saída do Maracanã. Claro que os tricolores apanharam... rsrsrs.

Mas, mesmo com pouca neve, a viagem foi ótima. Além de rever a galera das temporadas anteriores do Esquinaveia, é sempre bom ver as mulheres de nossos amigos debutando na neve (compania em potencial para a Claudinha... rsrsrs), além de conhecer novas caras que se integram ao grupo. E o que não falta na trupe são figuraças e gargalhadas.
Agora é ver as fotos e os vídeos que nosso snowboardista alucinado e profissional de imagem de plantão está editando. Alessandro muito provavelmente irá faturar um milhão nas nossas costas.... mas não vendendo as fitas para nosotros, e sim para o Faustão. As fotos das meninas peladas brincando de guerra de neve foi censurada e não poderá ser exibida nesse blog. Mas fiquem tranquilos que as enviaremos diretamente para a Geografic Nacional.

A propósito, a filmagem que a Val fez da galera do snowboard fazendo a dança do siri (com prancha nos pés!) está impagável, embora a qualidade da filmagem não seja lá essas coisas, já tinha pouca luz. À esquerda, a foto. Se for possível, colocaremos o link.

E só para registrar: VALLE NEVADO 2008!!!!!



Pípou

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Bariloche: Pra finalizar...

Realiza comigo, foram sete dias de neve, emoções, confusões, brigas e muita alegria. Nesses sete dias foi possível entrar em contato com um mundo completamente diferente, uma visão que a muito eu não tinha do que podemos chamar de essência da vida. Viajar não é tão somente enfrentar o atual medo de subir em um avião e aplaudir a sua aterrissagem com sucesso. Mais que isso, é viver o novo, ainda que você vá para o mesmo lugar de sempre, mesmo ali haverá alguma novidade.

Foi dessa forma que encaramos esses sete dias, os quais vou fazer uma passagem rápida por cada um deles, de forma que os dias em que eu deixei de postar por conta da tendinite que arrumei em Bariloche sejam contados aqui e agora nesse post um pouco maior que normalmente.

No primeiro dia, não deu para fazer muita coisa, ficamos na cidade e resolvemos algumas coisas, fizemos câmbio, essas coisas e tal. No segundo dia sim, esse foi o dia! Fomos para a estação, dia lindo, muito sol e neve! Alugamos o equipamento, mas como já estava meio tarde, a galera não quis fazer instrução, foram direto pra uma das pistas da base para entender como tudo aquilo funcionava. Estabacos, muitos estabacos... E os malucos resolveram subir o Amancay, subimos, mas poucos desceram na prancha. Eu confesso que fiquei amarillo, estava com medo de fazer alguma "m" e acabar com a festa logo no começo dela. Desci com a prancha no ombro... =/ A parte boa é que no final do dia começou uma nevasca violenta...

No terceiro dia, o grupo se separou, eu fui atrás de instrução, não dava pra seguir adiante sem. Pelo menos não para mim. E ai sim comecei a aproveitar de verdade. Depois de quase quatro horas de aulas, o instrutor já me dava dicas de freestyle, tirei umas manobrinhas básicas mas fiquei com gosto de quero mais... Enquanto isso o resto da galera ficava presa no alto do Cerro por conta da nevasca que começou no final da tarde. Mas foi tranquilo, os caras sairam bem dessa. =)

No quarto dia uma surpresa (ou não), muita nieve! Muita mesmo! Segundo os informativos foi a maior nevasca da temporada. Nesse dia acordei eu e o Greg bem cedo, quando saímos do hotel, ainda caia muita neve na cidade. Chegamos no ponto de ônibus e todos os ônibus para o Cerro estavam parados, depois de quase uma hora, liberaram os ônibus mas só colocando as correntes nos pneus. Sinistro... Chegando no Cerro, nada de pistas liberadas. Todas as pistas superiores estavam fechadas. Eu tinha uma aula marcada, mas foi cancelada. O instrutor passou para o outro dia, o maneiro foi que eles ligaram pro hotel para avisar, serviço de alto nível, quem sabe um dia cheguemos a esse nível no Brasil. Mesmo assim aproveitamos bastante, subimos muito, fomos até o segundo pico mais alto da montanha. De lá pra baixo só festa!

No quinto dia, mais um dia de instrução, subimos para o alto da montanha de novo, e vim descendo com o instrutor aprendendo melhor as técnicas sagazes do snowboard. Nenhuma novidade, muita coisa parecida com a primeira aula, mas correção de postura e outras dicas foram de grande valor. Depois que subimos e descemos a montanha umas três vezes, acabou a aula. Fui encontrar com a galera, e depois subimos de novo a montanha, o engraçado dessa viagem é que só dava sequelado. Nego fazia tudo, inclusive o que não podia. Em determinado tinha uma cordinha com aviso de "No trepasse" ou qualquer coisa parecida, os caras "trepassaram"... haha Pior de tudo é que descobriram uma pistinha rápida e muito bacana, o lance é que era um mega penhasco do lado e que caia em um riacho que provavelmente estava frio... Enfim, foi engraçado depois...

No sexto dia, só curtição, fizemos umas filmagens, depois eu coloco no youtube. O Allan me atropelou em um determinado momento lá, xinguei até a oitava geração dele... Mas tranquilo, passou, depois ficamos rindo da situação. Esse dia foi especial, lembram da pista que desci a pé? Pois é, botei pra baixo nela, na frente dos muleques. Essa pista era a pista preta do Amancay, neurótica a pista. Depois eu descobri que os caras não haviam descido ela, foram pela azul, ou seja, eles também ficaram amarillos. Não foi só eu. hahaha

No sétimo dia, ficamos na cidade comprando presentes, resolvendo as últimas coisas e preparando a volta pro Brasil, no final das contas para a nossa primeira snowtrip, foi irada! Esqueci de falar que no primeiro dia eu cai duas vezes em cima do meu pulso direito. E, ainda hoje (14/08/07) estou sentindo dor. Essas quedas desencadearam uma tendinite e estou digitando esse texto a toque de catador de milho, saca? Uma letra a cada cinco segundos. Mas enfim, em respeito a vocês que ficaram acampanhando essa aventura. Muito obrigado pela atenção, paciência, e pelo espaço. Galera do SnowAdventures, nos vemos, quem sabe, em Utah para mais uma snowtrip! Valeu!

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Bariloche: Terceiro dia frenético!

Fala galera, chegamos ao terceiro dia! O mais alucinante até agora... No primeiro não rolou nada, no segundo só 'estabaco' e finalmente no terceiro dia instrução. Pelo menos para mim que fiquei amarello e não subi a montanha com o resto da galera (eles são loucos). Bom, resolvi ficar na base, catar um instrutor e aprender de fato a fazer alguma coisa interessante.

Dito e feito, fui na Extreme (dica da galera do fórum) e contratei uma aula exclusiva, 3 horas e meia de instrução, e segundo o instrutor (Mariano) eu evolui muito bem, no final da aula o cara já estava me ensinando a fazer ollie, 180 baixinho e outra parada lá que não lembro, e já estavamos indo para um nível. Sei que no final, aprendi a andar até de goofy... Com muito pouco estabaco! O dia estava muito bom, nevava bastante, no final do dia rolou uma verdadeira nevasca, a neve dava literalmente uma surra em que não se protejesse... Mas foi maneiro!

Já os muleques, foram "machos" e subiram a montanha, pegando umas pistas sinistras (vermelhas e pretas) e o saldo? Um deles foi atropelado por outro (andando em duplas), são 23:34 e os muleques foram pro hospital fazer uns pontos na perna do Fábio (a vítima) que está com um 'rasgo' de 3 cm na canela... Sem noção... Já dizia o "deitado popular": Melhor um covarde vivo, de que um corajoso morto! rsrsrs... Enfim, fiquem tranquilos, o rapaz está bem e amanhã, certamente, já está na montanha de novo! (Seguro de saúde em viagens é o que há! Contratem sempre!)

Amanhã já reservei mais uma aula, mais três horinhas para sair da base na sagacidade! E se continuar evoluindo assim, ano que vem venho com os snowboards sinistrões do SnowAdventures! Me aguardem! rsrs...

Por hoje é só pessoal

domingo, 5 de agosto de 2007

Bariloche: Cá estamos nós...

Fala galera!

Chegamos em Barila ontem de tarde, não rolava mais subir pra estação, ficamos na cidade resolvendo várias pendências (câmbio, roupa, equipo, etc). A galera fez uma night e voltaram tarde para casa, como resultado, chegamos atrasados na montanha. Eu ainda não consegui fazer as aulas de snow, mas como imaginei, já desci algumas pistas de iniciante sem muita dificuldade e com poucos tombos.

A base lembra a de wakeboard, mas para freiar é bem diferente. Senti alguns músculos daqueles que ficam parados e acabam doendo quando colocamos atividade neles, e ainda estou com alguma dor. De qualquer forma, aconteceu o que eu havia previsto, me apaixonei pelo esporte e pelo jeito ainda vou descer muitas motanhas na vida!

Está valendo a pena cada minuto dessa viagem. Só tem gaiato no grupo (somos cinco) e é muito engraçado negociar com os argentinos, os caras são sagazes, mas carioca (e agregados) são espertos e malandros. Quando usam a esperteza até que dá certo, já economizamos 10 pesos em locação de equipamento. Parece pouco, mas paga o busão e ainda sobre um trocadinho pro chocolate quente.

Até agora, todas as dicas que pegamos com os caras da SnowAdventures estão dando muito certo. Vamos continuar seguindo todas, com certeza. Logo mais vou postar fotos no Flickr e disponibilizarei o endereço por aqui.

Galera, desculpem não ter postado antes, mas não deu, meu laptop não curtiu o wi-fi do hotel e fiquei sem acesso, estou usando o laptop do Allan que veio conosco. Quebrou um galhão. Valeu galera, recomendo snowtrips para bariloche se vc é iniciante, infra-estrutura excelente, diversas opções, muita gente (do Brasil tem muitas) e uma montanha gigante, com opção para todos os gostos (ao que me parece). Um abração para a galera do Brasil, saúde e paz!

sábado, 4 de agosto de 2007

Embarcando daqui a pouco para Barila

Fala ai galera!
Aqui quem vos escreve é Rodolfo Figueira, é a primeira vez que vou fazer uma snowtrip e conheci o Johnny e a galera no SnowChopp, depois disso o Johnny perguntou se eu não estava afim de colaborar com o SnowAdventures e concordei na hora. Bom, aqui vamos nós... A mala está pronta, pelo menos a mochilona, agora falta as menores, e como estou tomando um fôlego para voltar pra arrumação, resolvi escrever.
O Johnny teve a idéia de me convidar para colaborar depois de ver o blog que eu criei para registrar essa viagem. Se der, por favor, passem lá! :P Aproveito pra agradecer o cara, que foi muito gente boa e deu altas dicas pra galera novata. A galera novata: Allan "Klaudius", Gregory, Thiago Big, Fabio, Rodolfo (PG). Até chegar aqui foi uma longa história, mas resumindo, um dia o Allan me ligou convidando para ir para alguma estação de esqui na América do Sul, para praticar snowboard, na hora topei, até porque já vinha pensando nisso há algum tempo (falei sobre isso no meu blog, não vou me alongar aqui... =D).
Depois disso, começamos a agitar os pacotes, buscar informações, e em pouco tempo tudo estava praticamente certo. Aproveitamos para conhecer a galera e fomos no chopp, onde conhecemos as figuras Johnny, Marcio, Ronaldão e Igor. Os caras encheram nossa bagagem com altas dicas, anotamos tudo no cartão sagrado do Ballantine's e o mapa da montanha ou dos lifts no guardanapo precioso do Informal... rs Afinal, as grandes idéias e as informações mais importantes circulam em meios não tão pomposos...
Enfim, são 1:06 do esperado dia 4 de agosto, estaremos partindo, se o caos aéreo permitir, amanhã por volta de 10 da manhã. Dessa forma, darei notícias já de Bariloche. Como fui auto-encarregado de fazer o registro da trip, to levando um equipo pesado pra fazer umas fotos e quem sabe uns videozins pra galera. É isso aí! "Vai nevar e Pronto"!! haha

sábado, 28 de julho de 2007

Despedida de Chapelco


Sábado de manhã acordamos muito cedo, para poder chegar em Bariloche cedo, a tempo de fazer alguma coisa. Antônio Pedro e Patrícia foram votos vencidos. Eles queriam dormir mais um pouco.

A las 6:00 em punto, Jorge, nosso motorista, estacionou a van na pousada. Estava tudo escuro, além de muito frio. Embarcamos, sem atraso, e seguimos pela rodovia, todos dormindo, ou tentando dormir.

Em Bariloche, cada um foi para um lado. Eu fui procurar umas botas novas, que acabei não comprando, pq estava caríssimas. Aproveitei para bater ponto no supermercado e comprar meio quilo de hongos secos, salmão defumado e umas garrafas de vinho. As meninas querem ver a loja da Puma, que faz muito sucesso, mesmo fora de promoção.

E não podíamos deixar de tirar umas fotos no Centro Cívico e dar uma olhada nos São Bernardos dopados que tiram fotos com a turistada.

O almoço foi no tradicional Boliche do Alberto: sensacional para variar, apesar da coroa ser durona com as mesas e a Patrícia ter derrubado (ela jura que foi sem querer) vinho na Claudinha.

Fomos para o Aeroporto e tivemos uma ejaculação precoce, nas palavras do Gabeira. O atraso foi só de 3 horas. O pior foi quando chegamos em São Paulo, já que a tripulação anunciou que não poderia seguir para o Rio em razão do excesso de horas voadas naquele dia. Mas isso não foi problema para agente, porque nós tínhamos a Patrícia no nosso lado, nossa Pat Chica, que nos liderou em um motim: a revolta dos passageiros. Foi tanta confusão, gritaria, que eles acabaram por nos levar para casa, com medo que fóssemos destruir o avião, já que nos recusamos a descer para o saguão de embarque.

Bem, ficou a saudade de uma semana fantástica, apesar do vento e da Gol. Todos adoraram, o que foi um surpresa, porque, tirando eu, o Neco e as crianças, todos tinham ido dar uma esquiadinha sem compromisso e queriam tirar um ou dois dias para passear pela região. Conclusão: todos esquiaram todos os dias e, quando acabou, ficaram com gosto de quero mais, achando que foi pouco tempo. É o snowvírus fazendo novas vítimas....

Pípou

sexta-feira, 27 de julho de 2007

5º dia de esqui em Chapelco


Enfim desligaram o ventilador super-fan Tabajara. A montanha ficou toda aberta o dia todo. A neve não estava 100%, mas depois das 11:00 já dava para andar.

Ao lado, foto da festa surpresa, com bolinho, chapelzinho, etc. Só faltou a língua de sogra!

Como era o último dia, não dava para perder tempo. Eu queria muito que a minha mulher e as meninas fossem ao snowpark ver agente dar uns jumps. Para isso, elas teriam que estar em condições de fazer o caminito de acesso, que é azul, e, o mais difícil, desembarcar da Silla Graef, cuja chegada não é suave como a nova quádruple (Rancho Grande). Para isso, coloquei as três para ficar rodando non stop na Silla 63, para treinar o desembarque e perder o medo de fazer curva. Deu certo. Fizemos o prévio reconhecimento do caminho e vimos que ele estava nevado, o que facilitaria o acesso. Subimos, eu e o Neco, na frente, descalçamos as pranchas, e ficamos a postos, do lado da saída da Graef, para caso de precisar ajudá-las. A Ana Cláudia, coitadinha, perdeu um dos pés do esqui na subida, e teve que desembarcar capenga, mas até que se saiu muito bem. Infelizmente não podemos dizer o mesmo do cara que ele derrubou na saída!!! Claudinha e Ângela não tiveram problemas técnicos e tiraram de letra. Fomos então para o Park, sem traumas. O Pedrinho largou os pais, o Tony Peter e a Pat Chica, e foi conosco. Grande responsabilidade, porque o moleque não tem medo de nada. Até quis pular. Fiquei orgulhoso de ver a patroa e as meninas andando direitinho, na cunha, fazendo as curvinhas. Meu primeiro salto saiu direitinho, mas o segundo... deixa pra lá. Acho que foi a pressão da torcida!!! O Neco fechou a seqüência com 100%. O Luizinho amarelou e não quis pular. Grande bobagem, porque ele já tá pulando direitinho os morrinhos e desníveis da pista. Mas tudo ao seu tempo, não?

Saindo do Park, deixamos as meninas no 1600, que queriam procurar o Gonzalo, para que pudessem se despedir, especialmente a Luizinha, que suspirava ao ouvir o seu nome: o amor é lindo...rsrs. É fato que a fama de corno me acompanhou a viagem toda, mas tenho certeza de que foram só boatos maldosos da galera.... rsrsrs. Aliais, pelo que ouvi do Gonzalo, recomendo a todos, inclusive aos muito ciumentos, especialmente a todas as mulheres carentes e desamparadas que queiram dar seus primeiros passos no esqui. Ele é muito paciente e atencioso. Fujam do Tomás, aquele que rebaixou as meninas de turma, que não tem a menor condição de dar aulas a iniciantes.

Subimos para o 1700 para pegar o palito e descer na Vala. O Luizinho estava amarillo, mas fizemos grande pressão e ele acabou indo. Conclusão: gostou tanto que queria voltar. Aí foi fácil convencê-lo a subir a Silla Mallin para o Cerro Teta, e descer a Cañadon. Conclusão: gostou tanto que queria voltar. Logo depois se juntaram a nós o Marrentino (Marcelo, o nosso Cláudio), o Cláudio e um colega dele. Pode até ser que desse contado do Cláudio com o Marrentino saia algum projeto conjunto.

Mas o dia estava acabando, e preferimos ir à Pradera del Puma, e tentar a Del Patrulla, mas a neve estava meio dura e a pista cheia de bumps. Preferimos descer pela Del Mocho, ou seria a Basaltos? Fiquei na dúvida. Fiquei feliz de ver o Luizinho andando nas double black, vencendo esses desafios da montanha. Lembrei de uma colega do trabalho que me disse ter ficado contentíssima de ter ido à Pradera na sua primeira (e única) temporada há alguns anos atrás, o que foi realmente uma grande proeza. Deve ser a mesma sensação do primeiro jump. O bom de ir a Pradera del Puma é poder fazer o downhill da Panamericana... e vencer o tobogã, é claro, não é mesmo Neco???? rsrsrs.

À noite, a Claudinha, com a cumplicidade de todos e contando com a minha ingenuidade, preparou uma festinha de aniversário surpresa na cabana, com velinha no bolo (não as 40, que ocupariam muito espaço), bolinhas que a Luizinha enchia como os suspiros de cada lembrança do Gonzalo, chapeuzinho, canapés, cervejinha.... Fiquei surpreso e emocionado. Me enganaram direitinho.

Após, fomos fazer as malas, porque no sábado, às 6:00 hs da manha, nosso a toda prova motorista oficial e dublê de guia turístico, galã de novela mexicana e comediante, o Jorge, grande figura, nos pegaria de van para nossa última etapa: passeio pelo centro de Bariloche, almoço no Boliche do Alberto (carneiro e bife de chorizo inigualáveis), e o regresso, se é que o nosso vôo da Gol se confirmaria.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

4º dia de esqui em Chapelco

Hoje foi nosso pior dia na montanha. Depois de três dias de powder, ainda que com vento, um dia de ice, muito vento e filas, especialmente de manhã. Até a Silla Rancho Grande, a nova quádruple, estava parada, ou funcionando lentamente. Com boa parte da montanha fechada, a espera era grande. Só depois das 14:00 é que a neve ficou melhor e o vento deu um descanso.

Fomos então para o snowpark arriscar uns saltos. Como logo depois o palito se habilitou, pegamos a travessia da Pradera, e, com uma pequena caminhada, fomos fazer a vala, na continuacão da Cañadon, que estava com ótima condição de neve. Lá pelas 15:00, a Teta (silla Mallin) abriu. Fomos então eu e o Marrentino percorrer a Pradera del Puma. Sem querer, pegamos um caminho errado e caímos numa pista alucinante, a Del Patrulla (ao lado da Norte), bem íngreme, e que estava com um bom powder. O Neco se rendeu à pressão do Luizinho e não subiu. Perdeu a melhor descida da temporada. Alucinante, nas palavras e no sotaque do Marrentino.

As meninas hoje estavam preguisosas e quiseram descer mais cedo para fazer umas comprinhas na cidade. Estavam tristes, porque as aulas com o Gonzalo haviam acabado. Até a Luizinha, ou seria melhor dizer: especialmente a Lulu, que não fez aula, estava triste.

O Antônio Pedro, vulgo Apê, continuou na aula com a Patrícia, mas o Pedrinho, nosso sósia do Shaun White, só pensava em dar uma fugida e detonar geral.

À noite fomos comemorar o meu aniversário no Paihuen (foto ao lado). Sensacional o lugar. Muito chique. Bem diferente dos pés sujos que costumo a freqüentar. E tinha uma bela vista do lago, porém, à noite, só se via o escuro. A comida, os vinhos, e os precos, que nao eram caros. Alguns optaram pela degustação de 5 pratos, tipo que se vê em televisão, aqueles pratos pequenos, todos decorados... nouvelle cousine (sic) e cinco vinhos de qualidade, da Navarro Correas (90 pesos). Outros pediram a la carte. O que importa é a companhia e as fotos. O Cláudio deu o ar da graça. Pena que o Maurício não conseguiu ler a tempo o recado no forum.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

3º dia de esqui em Chapelco

Ventou muito o dia inteiro. O Cerro Teta ficou fechada o dia todo. Da parte alta da montanha, só o Filo abriu ocasionalmente. A silla Rancho Grande, a nova quádruple, que só abriu às 12:30, andou lenta boa parte do dia. As filas, portanto, ficaram enormes e desorganizadas, no bom estilo latino americano.

Aproveitamos, então, para ir ao snowpark, modesto, com um salto pequeno, dois rails e um meio half-pipe. Demos 4 jumps, porque nao é fácil ter que caminhar até a cabeceira, montanha acima, para cada nova tentativa. O Neko saltou bem. Eu cai no primeiro, enganei no segundo, e acertei os dois últimos. Ainda falta perder o medo e deixar a prancha embalar. A velocidade é sua amiga, lembre-se disso. O Marrentino se quebrou todo!

As meninas fizeram a última aula com o professor e projeto de galã, Gonzalo. Dessa vez conseguiram descer o caminito, passando pelo restaurante El Balcón, onde almoçaremos um vacio amanhã. Estão até mesmo arriscando um zig zag na 63. Fiquei orgulhoso da Claudinha, minha esposa na versão esquiadora.

O Antônio Pedro e a Patrícia continuaram sumidos... O Pedrinho, que levou um jeitão para o esqui, sumiu de novo, porque não tem paciência de acompanhar os seus pais. Mas ele sempre aparece: menino inteligente e gostou do esporte. Essa é a família fantasma!

Encontrei o Cláaudio, da Overtravel, com a filhinha. Gente fina. Depois, topei com o Maurício, meu colega do forum, que estava orgulhoso por ter levado a esposa na Italianos, e demos mais um rolé. É também o meu sonho de consumo.

À noite fizemos uma macarronada aqui na cabana e nos divertimos bastante, animados por algumas botellas de vino. Amanhã comemoraremos meu anversário no Paihuen, um restaurante alucinante, no começo do caminho para o Cerro, com vista para o mar, digo para o lago.

terça-feira, 24 de julho de 2007

2º dia de esqui em Chapelco


Hoje acordamos descansados. Ontem, eu e o Neco nem saímos para jantar. Estávamos pregados.

Chegamos na montanha por volta de 10:00. Ao lado, nossa foto, nas boas vindas a um novo dia de esqui.
Havia nevado de noite. Tivemos pela frente mais um dia de powder. Mesmo durante o dia nevava, pouco, mas o suficiente para cobrir as trilhas dos esquiadores. O vento hoje é que nao deu descanso. O Filo e a Teta ficaram fechados quase todo o tempo.

O Antônio Pedro sumiu de novo. No final da tarde ouvi ele no rádio procurando pelo Pedrinho, que também tinha sumido. Amanhã vou tentar achá-los na montanha, só para conferir.

As meninas (na foto ao lado, subindo na Gôndola) treinaram no curralzinho pela manhã. À tarde voltaram para a escolinha, numa classe abaixo da iniciante, por recomendação do Tomás, o professor carrasco do dia anterior, que fez questão de dizer que não queria mais dar aula para elas. Com o novo professor, o Gonzalo, elas evoluiram muito, tanto que a Luizinha achou que elas poderiam descer o caminito verde. Isso era coisa de 16:30. Às 18:30 elas chegaram na base, caminhando, com os esquis nas costas....

Grata surpresa ter encontrado o Maurício, o colega do forum. Andamos juntos um bocado, até que o levamos lá para a vala, do final da Cañadon. Acho que ele ficou um pouco preocupado no primeiro momento, mas, uma vez superado o cullo cerrado inicial, foi só alegria. A Vala estava puro powder. Era tanta neve que chegava a atrapalhar (brincadeirinha...).

O snow park estava fechado. Pelo visto, deve ser como o do ano passado, duas rampinhas, dois rails e um meio-half. O Maurício agradeceu por não precisar arriscar uns tombos. Amanhã vamos conferir e tentar não quebrar nada.

Todas as descidas estavam bem servidas pelo powderzinho lateral, permitindo pequenas investidas no bosque, contornando uma ou duas árvores, porque não somos malucos. Chato são as inevitáveis encalhadas, porque não somos professionais.

E amanhã tem mais!!!

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Notícias de Chapelco

Pessoal, o Pípou e o Nekko já estão em Chapelco, mas ainda não escreveram os relatos porque tiveram problemas com o vôo e só conseguiram chegar em Chapelco no domingo à noite. Segue o email que recebi do Nekko. Nos próximos dias teremos notícias da galera direto de Chapelco.

"Caraca!!!!!! Ainda bem que não desisti da viagem.... tá muito maneiro aqui!!!!! Tá nevando há 10 dias... tudo com neve, hoje fez um daqueles dias de snow... neve powder, todos os meios de elevação funcionando, o sol deu as caras e esquiamos muitooooooo..... amanhã vi ser showwwwwwww!!!

Abs e bjos!!!
Nekko (Muito felizzzzz... rsrsrs)"

1º dia de esqui em Chapelco


Depois de uma viagem conturbada e cansativa, acordar segunda-feira de manhã não foi fácil. O despertador tocava e a vontade era de jogá-lo pela janela. Mas a montanha nos chamava!

O primeiro dia de viagem é sempre uma confusão. Alugar roupa e equipamento, retirar o passe, tudo isso leva tempo. A propósito, o modelito que a Ana Cláudia e a Ângela escolheram estava um arraso. Jaspion deve ter morrido de inveja... rsrsrs. Às 11:30 estávamos chegando ao Cerro Chapelco. Antes tarde do que mais tarde.

Antônio Pedro sumiu. Alias, acho que ele deve ter um problema com o relógio. O Neko foi andar com os filhos. Eu fui tentar dar uma aulinha de esqui introdutória para a Claudinha e para as meninas. Aquela coisinha básica. Aprender a apertar as botas, colocar os esquis no pé, parar na montanha na perpendicular, fazer a cunha... E olha que minha experiência nos esquis se resume a meros 5 dias em 2001. Às 14:00 elas foram para a escolinha ralar. Elas vão fazer o pacote de 3 dias de aula coletiva, 263 pesos por cabeça. É caro, mas vale muito a pena.

Como me restou pouco tempo, fui andar sem comer nada. A neve estava ótima. Powder geral. O sol, salvo por alguns instantes, não deu as caras, ao contrário do que o Neko relatou. A visibilidade não estava grandes coisas, o que prejudica a percepção da profundidade, mas ainda assim a parte alta da montanha ficou aberta por algum tempo.

Neva muito. E, surpreendentemente, a neve está leve e seca. Chegamos em casa secos. Nem precisamos botar as botas, luvas e roupas para secar. Quase deu para esquecer o perrenhe da viagem.

À noite nem sai para comer. Estava indisposto, com dor de cabeça (de fome?), febril, com um pouco de insolação. Claudinha fez um macarrão à bolonheza e pronto, fomos dormir.

domingo, 22 de julho de 2007

Caos Aéreo

Ao lado, foto de nossa torturosa espera nos saguões dos aeroportos brasileiros. Eu arrumei logo um jeito de descansar. Peguei uma caixa de papelão do Duty Free e fiz o carrinho de trono.

Nossa viagem, em resumo:

Fizemos o check in às 9:00 h, do dia 21/07, no Galeão, decolamos para Sampa às 17:30, chegamos no hotel (Maksoud Plaza da Av. Paulista, tudo pago pela Gol Contra!!!) às 21:00, porque cancelaram o voô para Bariloche. No dia seguinte, fomos para Garulhos às 6:30, com previsão de embarque às 9:00, decolamos às 14:30 (sem almocar), pousamos em San Carlos de Bariloche às 17:30, pegamos o transfer, chegamos em San Martin às 21:30 e fomos direto para o Ku comer um bife de chorizo. O Marrentino havia feito reservas. Mas a vontade era de dormir.

Foi horrível vivenciar aquilo que só víamos nos telejornais. É ridículo. Dá vergonha de ser brasileiro.

Pípou.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

O embarque é amanhã


Galera!


Esse é o relato do camarada Anderle:

Na foto, ao fundo, o vulcão Lanin (2006)!


"Tamu aqui em Chapelco. Snowtrip 2007, 17 cabeças ali de Floripa. Galera, a semana tá demais. Segunda-feira pegamos altos powder no out. Nevou uns 3 a 4cm. A montanha tá com uns 75cm na base e 1,5 no top. Terça a neve ainda tava muito boa. Ontem começou a gelar, mas hj... hj.... nevou arregado o dia inteiro!!!! Powder all afternoon!!! Demais. Las tablas e slalom tavam fechadas. A cadeirinha quádrupla na italiana tá muito boa. Rapidinha e sem fila. O pessoal que alugou as pranchas pagou 30 pesos por dia. Os bosques hj tava lindos... tudo branquinho!! Pista vazia e o fora de pista tava uma doriana!!!! Heheheheheh. Tá nevando hj e vai nevar mais amanhã. Seguinte, para quem tá em dúvida em Chapelco, pode vir. Tá demais!!! Ente Las Lenas, Valle, Colorado, Chillan, Pucon, Chapelco, Catedral, Bayo, fico com Chapelco e Las Lenas. Falow e... vai continuar nevando... e PRONTO!!"

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Tá chegando a hora!


Amigos!
A mala está pronta... ou quase. Tirei o mofo da roupa. Dei um trato na prancha. Remendei a bota (literalmente). Carreguei os radinhos e a bateria da câmera fotográfica. Tudo em cima, só falta o valcher.... Aluízio, cadê o valcher????

A esquerda, foto da pista Cañadon (2006).

A pesquisa está em dia. Venho acompanhando os reports a semana toda.

* Snow-forecast: sábado vai estar muito frio (-6ºc), o freezing level desceu para 950 m (bom!!!), tem nevado um pouco.

* Info do site de Chapelco (que não são muito boas, o que pode ser bom, pois a tendência é melhorar): 60 cm de neve na base (estava um metro na segunda); vento forte no cumbre, o que tem deixado a parte alta da montanha fechada; neve ice (arg!).
* outras fontes: nada de snowpark (droga!)
Todo mundo do grupo na pilha. Vai bombar!

domingo, 15 de julho de 2007

Chapelco

A quem possa interessar!

Dia 21 de julho embarco, com minha esposa e oito amigos, para San Martin de los Andes para uma semana de ESQUINAVEIA.
À esquerda, foto (2006) de um dos 7 lagos, não faço idéia do nome, entre Bariloche e San Martin de los Andes)

As espectativas são as melhores possíveis. É a primeira viagem da Claudinha (a patroa), e estou torcendo para que ela goste, assim vou poder contar com sua companhia em minhas futuras viagens. Espero que todos se contaminem com o snow vírus!!!

O Neko vai levar os filhos, Luizinha e Luizinho (quisera eu ter um pai esquiador quando criança...). A Ana Cláudia, uma amiga de muitos anos, vai levar a irmã, a Ângela. Além disso, uma colega do trabalho, a Patrícia, vai com o marido, o Antônio Pedro e o filho, o Pedrinho, aquele do banheiro... rsrsrs. Vai ser uma trip família!

A excitação é grande. As previsões de tempo são das melhores. Estamos hoje com quase um metro de neve na base e muito powder. Temos também uma nova silla quádruple desemgradable na Italianos, o que vai melhorar muito o fluxo de pessoas. Só o snow park é que, ao parece, não se confirmará.

O desafio esse ano é vencer a La Palla, o que implica conseguir subir naquele palito da Filo, que leva ao Cerro Escalonado. De resto, é cair para o Cerro Teta e descer pela Cañadon, para brincar de pipe na vala.

Mas não nos esqueçamos do bife de chorizo, dos chocolates, dos sorvetes, do crema de hongos e de sacanear os hermanos pela vitória do Brasil na Copa América.
Pípou

quarta-feira, 11 de julho de 2007

ChoppSnow

Hoje rolou mais uma edição do ChoppSnow semanal da galera do Rio, e mesmo com a chuva a galera compareceu.

Destaque para os vídeos do Saul de Valle Nevado, que deixaram a galera com mais sede de neve. O cara conseguiu inventar o snowboard noturno com lanterna!



Da esquerda pra direita: Rodrigo Cesar, Marcio, Ronaldão, Igor, Johnny, Godoy e Saul. O Mineiro foi embora mais cedo e não saiu na foto.

Semana que vem tem mais!

terça-feira, 3 de julho de 2007

Caviahue: Volta pra casa

Esse último dia da viagem não teve snowboard mas definitivamente fez parte da aventura e merece registro. Depois de uma semana de sol total hoje de madrugada calhou de chover. Preparamos tudo para pegar a van às 2:30 de volta a Neuquén. O motorista da van não conseguiu subir para nos pegar no hotel e acabou ficando atolado na neve. Chegamos a Neuquén em cima da hora mas estava o maior nevoeiro e o aeroporto fechou. Dominamos a sala vip do aeroporto pra passar o tempo até pegar outro vôo pra Buenos Aires e, claro, perdemos o vôo para o Brasil. Mas o Tiago mandou bem e conseguiu hotel, táxi e jantar, e vamos poder descansar até pegar outro vôo de volta pra casa amanhã.

Isso é que é SnowAdventures!

Galera, valeu pela companhia, a snowtrip foi show. Conhecemos um lugar muito maneiro que a maioria dos snowboarders e esquiadores brasileiros ainda nem ouviu falar, mas que a gente está aqui pra divulgar. Caviahue tem snowboard e esqui para todos os gostos.

Em breve vai ao ar a matéria do Manu Rezende no programa Super Session da Band. Assim que souber a data eu aviso aqui no site. Até o final da semana pretendo colocar os vídeos aqui também.

Enquanto isso vocês podem ir dando uma conferida nos sites do pessoal:

Manu Rezende - Super Session - www.supersession.com.br
Zecão Surf - www.zecao.com.br
Antonio Totó Bonfá - Revista Trip - www.trip.com.br
Marcelo Olivetto - Onlinetur - www.onlinetur.com.br
Tiago - Tripping Viagens - www.tripping.com.br
Luiz Fernando Abud - Taubaté Veículos - www.taubateveiculos.com.br

Valeu e até a próxima!

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Caviahue 5º dia - Saideira

Quando chegamos na montanha fizemos umas descidas pela pista e fomos finalmente testar a rampa que construímos dois dias atrás. Na verdade "construímos" é um pouco de exagero, pois nessa rampa a minha participação foi mais o apoio moral. Ficamos lá um bom tempo, e o pessoal fez altas fotos e filmagens. Pra variar o Polenta foi o destaque com seu repertório de truques. Tiago mandou bem também, e um argentino skatista se juntou a gente nos jumps e tirou umas manobras legais.

No meio da tarde, no último rolé da viagem, fomos todos repetir o fora de pista que o pessoal fez ontem. Menos o Marcelo, que teve que resolver umas coisas, e o Abud que ainda está sentindo dores no pé. Como eles disseram o lugar é muito maneiro, mesmo a neve hoje não estando tão boa quanto ontem.

Fechamos o dia com uma descida no meio das árvores e voltamos pro hotel felizes.

domingo, 1 de julho de 2007

Caviahue 4º dia

Hoje na parte da manhã o grupo se separou. Tiago, Zecão, Polenta e Totó foram fazer mais um fora de pista em um lugar novo que o Zecão encontrou. Eu, Manu e Roberta demos uns rolés nas pistas da estação, pois a gente estava meio cansado e o Manu queria fazer umas imagens para o programa. Marcelo e Abud foram conhecer as piscinas de águas vulcânicas.

Sobre o fora de pista, o pessoal disse que foi muito bom, encontraram bons picos com neve boa e fizeram uma descida maneira pelas árvores. Eles disseram que vale a pena repetir para fazer novas imagens.

Filmei o Manu em duas descidas nas pistas para o programa, e parece que as imagens ficaram boas. Já tem mais gente nas pistas, acho que por causa do final de semana, mas mesmo assim está longe de ser um lugar cheio.

Marcelo e Abud voltraram das piscinbas vulcânicas dizendo que o lugar é muito bonito e que vale a pena conhecer. As águas são quentes mesmo, e se vacilar pode até queimar. Pra gente vai ficar pra próxima vez.

No final da tarde nos encontramos para fazer uma brincadeira no snowpark que o pessoal da estação montou pra gente. Assim que eu pegar mais fotos com o Polenta vou colocar aqui.

sábado, 30 de junho de 2007

Caviahue 3º dia: Mais fora de pista

Como o fora de pista de ontem foi nota dez, o lance hoje era repetir o esquema. O administrador da estação, Diego, nos indicou um lugar onde a neve as condições de neve estavam ideais, muito powder. Então era para lá que a gente tinha de ir.

Chegar no pico foi bem mais fácil do que ontem. Uma pequena caminhada depois do lift mais alto da montanha e o primeiro drop estava bem na nossa frente. Neve intacta, como sempre. Se eles precisavam de alguém pra riscar essa montanha, eles conseguiram! rsrsrs

Nesse primeiro drop levei um tombão e caí de cara. Ainda bem que era powder... O Abud, depois de acertar um grab bacana, também deixou sua marca na neve. Tomara que pelo menos as nossas fotos tenham ficado boas.

Polenta e Tiago mandaram muito bem nas cornices, vai dar um material bom pra matéria do Manu.

Mais uma pequena caminhada e chegamos no segundo drop, e esse impressionou. Diferente do primeiro, que a gente chegou por baixo, nesse chegamos pela parte de cima, e aí foi só ver a montanha se abrindo no vazio. Descemos a primeira parede, sem ver o que tinha embaixo, e depois cruzamos um canyon para em seguida passar pelas árvores. Muito maneiro. Na foto abaixo está o Zecão se preparando pra descida radical.



Na caminhada de volta - é, aqui a gente anda - paramos pra construir uma rampa pra dar uns saltos. O nosso park crew Henrique mais uma vez mandou bem. Deixamos a rampa pronta pra amanhã e voltamos pra base da estação.

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Caviahue 2º dia: Fora de pista

Pra hoje o Marcelo arrumou pra gente uma saída de snowcat para explorarmos uns picos diferentes e fazer um fora de pista. O chefe da montanha mandou um guia com a gente, que disse que ia nos levar pra uma parte da montanha onde teria uma descida muito maneira, só que precisava fazer uma caminhada.

Chegamos na base de um paredão alucinante, e acho que a foto abaixo fala por si. O snowcat e o guia nos deixaram na base e daí pra frente foram uns 40 minutos de caminhada montanha acima. A descida compensou cada minuto. Nada como ser os primeiros a riscar a neve.







Quando chegamos na base claro que deu vontade de subir novamente. Dessa vez subimos por outro caminho para, claro, riscar um lugar diferente. A essa altura o guia argentino e o snowcat já tinham ido embora, e era hora de começar a volta a pé para a estação. No caminho de volta ainda fizemos diversas descidas alternando com a caminhada. Nota dez novamente.

Chegamos no hotel morrendo de fome, contando o tempo que faltava para o jantar. Estamos hospedados no Hotel Nevado, que pertence ao mesmo grupo da estação. O hotel é legal, tem café e jantar incluído e o pessoal nos recebeu super bem.

Hora de descansar que amanhã tem mais. Até!

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Caviahue 1º dia: A montanha é nossa!

Acordamos cedo pra começar em grande estilo. Ainda estava escuro, pois em Caviahue nessa época do ano amanhece às 8:30.

Tomamos o café da manha no hotel e às 9h estávamos na base da estação. Pegamos os passes e pegamos os lifts direto pra parte mais alta da montanha. Esquentar pra quê?
Subindo o primeiro lift já deu pra perceber a beleza do lugar. Caviahue fica na base do vulcão Copahue e à beira do lago num pequeno vale cercado de montanhas por todos os lados.

Passamos o dia conhecendo as pistas da estação, que não são muitas. Pra todo lado que você olha tem um paredão de neve virgem, tem muita coisa pra explorar.

Filas nos lifts? Nem pensar. Além da gente tinha mais uns dois casais nas pistas e mais nada. Caviahue é nossa!!!

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Em trânsito

Saímos do Rio ontem eu, Marcelo, Tiago e Roberta, para encontrar com o resto da galera em São Paulo e embarcarmos pra Buenos Aires. De lá trocamos de aeroporto para o pegar o vôo para Neuquén, em seguida uma van até Caviahue. Chegamos no hotel depois da meia-noite.

Resultado: com os atrasos em todos os vôos foram mais de 24 horas de viagem para a Argentina! Mas estamos aqui, agora é só alegria!



Foto: Marcelo, Johnny, Manu, Zecão, Polenta, Totó e Abud no aeroporto de Buenos Aires.

domingo, 24 de junho de 2007

Snowtrip Caviahue

Na próxima quarta-feira, dia 27, vou embarcar numa snowtrip para Caviahue, acompanhando a equipe do programa Super Session da Band numa matéria sobre a estação. No grupo também estará presente um pessoal fera do skate e do surf. A snowtrip foi organizada pelo Marcelo Olivetto e pelo Tiago da agência Tripping.

Foi dada a largada para a temporada 2007 na América do Sul !

terça-feira, 6 de março de 2007

Segundo Vídeo

Segundo vídeo da série Snowtrip Colorado 2007. Podem comentar!



Dica para todos os vídeos do Youtube: o melhor é clicar no Play e depois no Pause, e deixar carregar o vídeo inteiro. Quando terminar de carregar clicar no Play novamente para assistir.

segunda-feira, 5 de março de 2007

Vídeo da Viagem

Finalmente, depois de tanto tempo, conseguimos publicar o primeiro vídeo editado da viagem, ao som do AC/DC. Cortesia do nosso filmmaker e esquiador nas horas vagas, Paulo. Espero que vocês gostem. Valeu!